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Terça-feira, Março 27, 2007
MÓRBIDO?
Para mim, o texto abaixo é um lamento.
Entendo que aos olhos do "Deus" que nos comanda, somos meras marionetes.
Daquelas que são guardadas em caixas de madeira como os ventrílocos.
Quando a pessoa que as manipula não quer mais brincar com elas, deixa alí, guardadinha.
Acho que neste mudo, somos assim mesmo.
Alguém deve rir muito da nossa cara.
Daí, quando Deus não quer mais brincar de marionete com a gente, somos guardados dentro de uma caixa de madeira.
E somos guardados, 7 palmos abaixo da terra.
Ou em gavetas.
Ou viramos cinzas.
Mórbido não?
(Musica tema deste post: Piano Sonata in Bbm, 3rd movement "Funeral March" de Frederic Francois Chopin (Fryderyk Franciszek Chopin, Frédéric François Chopin - 1810-1849).
{11:50 AM}
Quinta-feira, Março 22, 2007
La marioneta
(Gabriel Garcia Marquez)
Se, por um instante, Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me presenteasse com um pedaço de vida, possivelmente não diria tudo o que penso, mas, certamente, pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, pois sei que a cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os demais parassem, acordaria quando os outros dormem. Escutaria quando os outros falassem e gozaria um bom sorvete de chocolate.
Aos homens, lhes provaria como estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar. A uma criança, lhe daria asas, mas deixaria que aprendesse a voar sozinha.
Aos velhos ensinaria que a morte não chega com a velhice, mas com o esquecimento. Tantas coisas aprendi com vocês, os homens...
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo de seu pai, o tem prisioneiro para sempre.
Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas, finalmente, não poderão servir muito porque quando me olharem dentro dessa maleta, infelizmente estarei morrendo.
{2:28 PM}
Segunda-feira, Março 12, 2007
QUANDO ME AMEI DE VERDADE...
...compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato, fiz a coisa certa.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome...Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável...
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é...Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
Charles Chaplin
{2:50 PM}
Quinta-feira, Março 08, 2007
RECEBI HOJE...de uma pessoa que disse que "ainda" me ama...
"Vamos reviver nativos sentimentos
Vamos editar os bons momentos
Depois passar o filme por aí
Vamos evitar veneno em nosso vinho
Não deixar que as setas se embriaguem
Do sangue que semeia nosso chão
Guerra, mas só se for
Guerras de amor
Mísseis de flores, flores, flores
Bombas de isopor
De repente, mergulhar com otimismo
E nadar nas águas turvas do abismo
Evitar que mais de mil persiga um só
Viemos do mesmo pó
Fim ao desamor
Amar pra viver
Ou morrer de amor..."
É para acreditar né?
{8:06 AM}
Terça-feira, Março 06, 2007
Sabe, minha definição de amor é esta:
O amor não é algo que te faz sair do chão e te transporta para lugares que nunca vistes.
O nome disso é avião.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala.
O nome disso é bronquite asmática.
O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém.
Isso se chama seqüestrador.
O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa.
Isso se chama pombo com diarréia.
O amor não é uma coisa que tu podes prender ou botar pra fora de casa quando bem entender.
Isso se chama cachorro.
O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou pra ver estrelas e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti.
Isso se chama alienígena.
O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que esta diante de ti.
Isso se chama controle remoto de televisão.
O amor é outra coisa.
O amor é simplesmente o amor.
Agora, vê se cai na real e pare de acreditar em conto de fadas.
{8:36 AM}
Quinta-feira, Março 01, 2007
Tudo aquilo que em passado próximo, viajando estava, como amores, paixões, amizades, relacionamentos, associações de natureza várias...
Projetos, oportunidades, progressos, conquistas, esperanças, aplausos, louvores...
Junto às dificuldades, desavenças, dissabores, mal entendidos, de natureza várias...
O vento levou...
Levando continua...
Tudo aquilo que não é.
Mesmo que pareça ser.
Mesmo que aspire ser.
Mesmo que prometa ser.
Mesmo que viajando esteja, por algum tempo, em algum lugar: PERMANECERÁ O QUE É. PERMANECERÁ SEMPRE.
PERMANECERÁ SOMENTE O QUE É VERDADEIRO. O QUE DA VERDADE PROCEDE. O QUE NA VERDADE SE ASSENTA.
Todo o resto, em qualquer tempo, em qualquer lugar, será levado pelo vento.
Tudo aquilo que mesmo longe e viajando, parece ser, mas não é.
Aspira ser. Mas não é.
Promete ser. Mas não é.
O vento levando está...
Levará sempre...em todos os tempos, em todos os lugares...
{8:34 AM}
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